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24/11/2017 - IPESI INFORMA

Indústria japonesa atende 52% da demanda mundial de robôs industriais

O Japão é o maior produtor mundial de robôs industriais. A capacidade de produção do país chegou a 153 mil unidades em 2016, o mais alto nível já registrado. Hoje, os fabricantes japoneses atendem 52% do suprimento global, segundo dados divulgados pela International Federation of Robotics (IFR).

"O Japão é um país altamente robotizado e mesmo os robôs são montados por robôs", afirma Joe Gemma, presidente da IFR. "As vendas de robôs no Japão cresceram 10%, para 39 mil unidades em 2016 - atingindo o mais alto nível nos últimos dez anos", complementa.

EXPORTAÇÕES - O Japão exportou cerca de 115 mil unidades de robôs em 2016. Em cifras são 309 bilhões de yen (cerca de US$ 2,7 bilhões). Este é, de longe, o mais alto volume de exportações de robôs industriais em um ano. O índice de exportações aumentou de 72% para 75% (2011-2016). Estados Unidos, China, Coreia do Sul e Europa são os principais destinos de exportação.

A indústria automotiva é o mais importante segmento de mercado para os robôs industriais no Japão, com participação de 36% do fornecimento total. Fabricantes de carros compraram 48% mais robôs que em 2015 (em 2016 foram 5.711 unidades). Os fabricantes japoneses de carros expandem cada vez mais suas plantas fabris para o exterior, especialmente na China, assim como para outros países asiáticos, Estados Unidos e México.

Depois de forte crescimento na indústria elétrica e eletrônica em 2015 (11.659 unidades), houve uma queda de 7% em 2016. Porém, a indústria tem optado por realizar investimentos em fábricas no exterior. Investimentos continuados em robôs podem ser esperados com a crescente demanda por chips, displays, sensores, baterias e outras tecnologias (indústrias conectadas).

Com base nos dados apresentados pela Japanese Robot Association (Jara), a IFR espera um crescimento da ordem de 10% nas instalações domésticas japonesas de robôs. Entre 2018 e 2020, a expectativa é de crescimento anual de cerca de 5%, à medida em que a recuperação da economia do país continue.

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