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Eletrônica e Informática

07/12/2017 - IPESI INFORMA

Uso de recursos tecnológicos para ajudar na maior eficiência dos tratamentos de reabilitação física

A aplicação de recursos tecnológicos como sensores, softwares e óculos de realidade virtual (RV) pode contribuir para aumentar a eficiência de tratamentos voltados à reabilitação física e neurofuncional de pacientes com deficiências motoras - decorrentes, por exemplo, de acidente vascular cerebral (AVC).

Esse é o foco do novo projeto que a Unidade Embrapii CPqD está desenvolvendo em parceria com a Bioxthica, spin-off incubada na Inova Unicamp (Incamp) que dispõe de uma plataforma de softwares de RV para aplicações de neuroreabilitação e Interação Humano-Computador (IHC).

"A intenção é oferecer uma ferramenta de auxílio ao trabalho do profissional de saúde especializado em cinesiologia, que é o estudo dos movimentos humanos", explica Alexandre Brandão, fundador da Bioxthica - que será responsável por colocar a nova solução no mercado. "Trata-se de um complemento ao tratamento convencional conduzido por profissionais dessa área, que deverá aumentar a motivação do paciente ao transformar as atividades terapêuticas em entretenimento, por meio de interação com os ambientes de RV de maneira fisicamente ativa", acrescenta.

A plataforma da Bioxthica já existente combina softwares e dispositivos de captura de movimentos corporais com a interface de realidade virtual. Sensores posicionados na região do tornozelo do paciente registram os movimentos que ele consegue fazer com os membros inferiores e enviam as informações para uma placa controladora, colocada em sua cintura. Essa placa transfere, via Bluetooth, os sinais físicos do movimento para um ambiente virtual - por exemplo, as ruas de uma cidade - ao qual o usuário tem acesso por meio de um smartphone inserido em óculos de realidade virtual, permitindo que ele controle esse ambiente simulado.

"Além de motivar o paciente, essa solução oferece ao terapeuta informações que permitem monitorar os avanços e resultados do tratamento e, eventualmente, ajudar na tomada de decisões, a fim de aumentar a sua eficiência", acrescenta Brandão. Com o projeto em desenvolvimento junto ao CPqD, por intermédio da Embrapii/Sebrae, o objetivo é incorporar à solução da Bioxthica um dispositivo que eliminará a necessidade de utilização da placa controladora para comunicação direta com o ambiente virtual - e com os softwares da empresa -, tornando o sistema mais versátil e preciso.

O foco do projeto, que deverá ser concluído no primeiro semestre de 2018, é o desenvolvimento de um Biomechanics Sensor Node (BSN) capaz de captar movimentos e fazer o reconhecimento de gestos com maior precisão. "O dispositivo terá um módulo de processamento e conectividade, por meio de tecnologia sem fio, para envio dos sinais capturados para o smartphone, além de sensores integrados", adianta Clovis Magri Cabreira, da gerência de Desenvolvimento de Dispositivos e Sensores do CPqD.

Cabreira diz que o dispositivo poderá ser fixado nos membros inferiores, na região do tornozelo, de modo a permitir a tradução de movimentos característicos da marcha estacionária (simulação de caminhada sem deslocamento espacial). Alexandre Brandão acrescenta que a finalidade desse projeto é unificar o sensor e a placa controladora, utilizados atualmente, em um único dispositivo em forma de pulseira (wearable device, ou dispositivo vestível) que permitirá a captura dos movimentos em qualquer plano e será capaz de reconhecer coordenadas espaciais (para cima e para baixo, para frente e para trás, de um lado para outro e movimentos na diagonal), permitindo a utilização dessas informações para controlar ambientes de RV.

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