EDITORA IPESI – METAL MECANICA – ELETRONICA E INFORMATICA

 

Usinagem MQL começa a decolar

         A usinagem com mínima quantidade de lubrificação (MQL) vem ganhando espaço no mercado mundial pela necessidade de se utilizar processos produtivos menos agressivos ao meio ambiente e também pelas vantagens técnicas e custos competitivos. Hoje, para empresas como Guhring, a usinagem MQL já tem um peso expressivo nos projetos que desenvolve e ajuda a implementar em diversas partes do planeta, incluindo o Brasil.

         “Em 2010, 11% dos projetos que implantamos eram baseados em usinagem MQL”, afirma Manfred Brunsch, gerente geral de Negócios OEM da Guhring, na Alemanha, que esteve no Brasil em outubro passado, para apresentar as soluções de sua empresa nesse segmento de usinagem que tende a crescer cada vez mais. Grandes montadoras automotivas já aplicam a usinagem MQL, caso da Ford, Volkswagen, Scania entre outras.

No Brasil, a Guhring, em parceria com a fabricante de máquinas-ferramenta B.Grob, está implementando uma linha de produção de blocos de motor, para uma grande montadora que utilizará a usinagem MQL, conforme Brunsch. O try out será realizado em breve e até meados de 2012 a linha estará pronta para produção. A Guhring vai fornecer as ferramentas rotativas, como brocas, machos e alargadores, além de fresas em metal duro para usinar ferro fundido.
Brunsch explica que as ferramentas de corte indicadas para usinagem MQL costumam custar de 10 a 15% mais. Porém, esse investimento maior nas ferramentas de corte acabam tendo rápido retorno não só pela drástica redução no consumo de refrigerantes, como também pela queda nos custos relacionados à manutenção e descarte dos fluidos refrigerantes.

À guisa de ilustração, numa usinagem convencional chega-se a utilizar 30 litros de refrigerante por minuto à pressão de 60 bar. Numa usinagem MQL, o uso de refrigerante cai a 30  mililitros por hora a 6 bar de pressão. Além das vantagens relacionadas ao custo do processo, há também vantagens na qualidade superficial da peça usinada.
Sabe-se que hoje componentes automotivos como virabrequins em aço forjado são quase todos usinados com MQL. “Praticamente 95% são usinados com MQL, especialmente para fazer os furos da galeria de óleo”, explica Brunsch.
A Guhring está envolvida em diversos projetos em montadoras que preveem a utilização de usinagem MQL, caso da Ford, para usinagem de bloco de motor e cabeçote em alumínio. “Esses projetos já estão definidos para Índia, China e Brasil”, afirma Brunsch. “No México, ainda não definição, por ser um projeto absolutamente novo, mas é provável que seja totalmente MQL”, complementa. (Franco Tanio)


             

 
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