EDITORA IPESI – METAL MECANICA – ELETRONICA E INFORMATICA

 

Indústria naval emprega mais de 56 mil pessoas no Brasil

A força de trabalho envolvida diretamente na indústria naval brasileira já superou o contingente da década de 1970, o período de maior esplendor do segmento - quando contava com cerca de 40 mil colaboradores diretos - e de muito longe o patamar dos anos 1990, quando o número de trabalhadores mal ultrapassava a casa dos 2 mil. Atualmente, o setor já responde por cera de 56,3 mil empregos diretos, além de mais de 32 mil indiretos, incluindo a indústria náutica de lazer e turismo.

E o número deve crescer. De acordo com a Petrobras, haverá a necessidade de pelo menos 568 barcos de apoio até 2020 para sustentar o trabalho de prospecção e exploração de petróleo e gás, sem contar os barcos de suporte nos portos, como rebocadores. Para alguns analistas, a tendência é de que inclusive falte mão de obra.

“A indústria naval deve se tornar uma das principais geradoras de emprego do país”, afirma o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Construção Naval e Reparação Naval e Offshore (Sinaval), Ariovaldo Santana Rocha. “E isto no curto prazo, basta olhar a demanda. A carteira de encomendas nos estaleiros brasileiros já soma no total 278 empreendimentos em construção, além de cinco plataformas para produção de petróleo que estão sendo parcialmente construídos no Brasil”.

De acordo com ele, no segmento de sondas de perfuração estão em construção 9 unidades, sendo 2 sondas auto-elevatórias e 7 navios sonda. E ainda existem obras a contratar entre o final deste ano e o começo de 2012, como 14 navios petroleiros e para derivados de petróleo para armadores selecionados em licitação da Petrobras, e mais 21 navios sonda.
Já os projetos com prioridades de financiamento aprovados pelo Fundo da Marinha Mercante representam mais 29 navios de apoio marítimo, navios para transporte de produtos derivado de petróleo, 24 empurradores e 124 barcaças para transporte fluvial.

Hoje, o Brasil já representa cerca de 4% do total da construção naval mundial e, em segmentos como petroleiros Suezmax, quase 11% da carteira mundial. Na construção de navios de apoio off-shore tipo PSV, o Brasil responde por mais de 13% da carteira mundial. Na construção de navios plataforma, a participação é de 57%.
Para o presidente do Sinaval, para fazer frente a toda esta demanda e ao mesmo tempo aumentar o conteúdo nacional na produção de navios, plataformas e equipamentos de apoio, o setor terá de se empenhar na qualificação de recursos humanos até para aumentar a produtividade e a competitividade dos estaleiros. (Alberto Mawakdiye)


             

 
fim
Rua Espartaco, 213 – CEP: 05045-000 – Vila Romana– Sao Paulo – SP – Brasil/ Fone: 3670-1677
ipesi@ipesi.com.br
Webmaster: Bros Digital