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WKS Group monta laboratório de leds

Estima-se que a utilização de lâmpadas led - sigla em ingês de light emitting diode, ou diodo emissor de luz - em sistemas de iluminação no mundo já represente hoje 15% do mercado. No Brasil, a fatia gira em torno de 4%. A projeção é de que, em 2015, eles passem a representar 50% do segmento, inclusive no país.

Este crescimento - e o consequente aumento da concorrência - está fazendo com que as empresas que comercializam produtos e componentes no Brasil busquem diferenciais para garantir espaços e sustentar o crescimento.
Uma das maiores empresas do setor, a WKS Group, inaugurou recentemente um laboratório de luz sólida dentro de suas dependências em São Paulo (SP). A ideia é de que o laboratório ajude a companhia a estabelecer, para leds e componentes - que hoje são importados - parâmetros e medidas adaptados ao mercado nacional.

“Pouco tem sido feito no Brasil para a climatização dos chips de leds, eles são montados e vendidos praticamente como chegam do exterior”, explica o físico e especialista em engenharia da luz sólida Ricardo Olsson, que é responsável pelo departamento de engenharia da WKS. “Só que o calor e a umidade típicos do país, juntamente com uma rede de energia instável, fazem do led, no Brasil, um componente mais sensível ainda do que ele já é. O que prejudica a sua eficiência”.
A WKS já investiu cerca de US$ 150 mil na montagem do laboratório, usados principalmente na compra de equipamentos utilizados para medições e testes. São equipamentos de alta precisão, como espectrômetro, medidor de luminosidade, goniômetro (software de diagrama cromático), medidor de temperatura de cor, queimador (burn in) para medição de vida útil, medidor angular de luz, microscópio digital para enquadrar possíveis falhas mecânicas no chip, um sistema termográfico para medição de leds e dissipadores e superfícies para a realização de estudos completos de temperatura com mapa, cercando o led com as melhores opções de uso, de modo a alcançar o resultado esperado pelo utilizador.

Apesar da quantidade de equipamentos e testes possíveis, a equipe de trabalho do laboratório é pequena, contando com o próprio Olsson, o engenheiro eletromecânico Roberto Ramos e um ajudante. Mas eles estão dando conta tranquilamente do recado. Não só vêm trabalhando em projetos genéricos da WKS como desenvolvendo projetos específicos para vários clientes da empresa, especialmente em São Paulo e no sul do país, em setores como o automotivo, eletroeletrônico e o de mobiliário, por exemplo.
Diga-se, aliás, que o portfólio de clientes da WKS é para lá de bem fornido. Inclui companhias como Ace-Schemersal, Marcopolo, Toledo, Dimelthoz, Force Line, JFA Eletronicos, Motoppar, Eletromídia e, através de montadores, LG, Fiat e Ford.

Curva de ascendência

Para a WKS, no entanto, o laboratório é mais do que um óbvio diferencial de concorrência. Segundo Olsson, o departamento é o inicio de uma curva de ascendência da área de leds no próprio país, no qual a falta de informação e a invasão de materiais ruins, especialmente da Ásia, acabaram por contribuir para o atraso da aceitação do led como um artigo indicado para praticamente todos os usos industriais, residenciais, públicos e comerciais.
“Hoje, só as grandes multinacionais do setor de iluminação têm acesso a leds de qualidade comprovada e adequados para as mais diferentes soluções”, diz. Segundo ele, não é por acaso que os outros dois laboratórios de leds existentes no Brasil estão a serviço exclusivo de grandes companhias. Há uma concentração de mercado. “As empresas de médio e pequeno portes, por isso, têm muita dificuldade para homologar e qualificar leds. Um dos nossos papéis é de também suprir e trabalhar com projetos de menor porte e suprir as empresas com soluções de forma rápida e ágil”.
Condições logísticas para isto, a companhia tem. A WKS trabalha com grande variedade de leds e componentes, como leds SMD ou PTH com amplo ângulo e potência, placas de leds prontas para iluminação industrial ou publica e tecnologias aplicadas à óptica do led, com as quais a empresa pode prever o desempenho do chip nas circunstâncias mais diferentes, como em fontes, lentes e acessórios.

A empresa também faz questão de trabalhar apenas com fabricantes asiáticos de larga tradição de fabricação de leds, como Foryard, Huey Hang, Optosupply, que não filtram o chip com baixo bin ou empregam materiais com pouca vida útil ou com diferenças nos diferentes lotes de leds. Por isso, é capaz de atender clientes industriais que precisam dos leds para aplicações bastante especificas: como no caso das lâmpadas especiais, nas quais a vida útil tem de ser diretamente proporcional ao custo de fabricação. A WKS também comercializa fontes de alimentação controladas por corrente e voltagem, fundamentais para um longo desempenho do led.
Para 2012, Olsson espera a entrada de uma grande quantidade de novos projetos, principalmente na área industrial - que inclusive já se anunciam - fazendo a empresa pensar em maiores estoques, multiplicação de parcerias e contratos de entregas programadas de longo prazo. “É um mercado que só tende a crescer, e estamos preparados para atender todo tipo de nova demanda que surgir”. (Alberto Mawakdiye)


             

 
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