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Microchip incentiva colaboradores a falar português

                 A Microchip, empresa sediada no estado do Arizona, nos Estados Unidos, é uma das mais inovadoras fabricantes de microcontroladores e semicondutores analógicos, aplicados numa infinidade de produtos, incluindo vários que estão presentes no dia a dia de nossas vidas.
         Além de ser inovadora do ponto de vista do desenvolvimento de novas tecnologias, a empresa tem uma postura inovadora no relacionamento com o cliente, ao incentivar seus colaboradores a dominar outras línguas, além do inglês, caso do português, espanhol, chinês e japonês.

         “Não são muitos os que falam português fluente em nossa empresa. Porém, já temos condições por exemplo de responder em português aos usuários que enviarem perguntas sobre eventuais dúvidas ou necessidades específicas”, afirma Ken Pye, vive-presidente mundial de Engenharia da Microchip, que esteve presente à 15ª. edição brasileira do Microchip Masters Conference 2011, realizada no dia 8 de novembro, em São Paulo (SP), em conjunto com seu representante exclusivo no Brasil, a Artimar. O evento reuniu cerca de 500 pessoas.
O executivo destaca porém que os profissionais da Artimar e distribuidores autorizados estão capacitados a tirar quaisquer dúvidas do usuário brasileiro - e em português. Assim, pode ser mais fácil falar com os profissionais que estão no Brasil. Porém, ele acredita que é importante que as palestras sejam cada vez mais feitas nos idiomas locais, facilitando o entendimento. Hoje, são 12 pessoas que trabalham no Arizona e falam português.

Foco - A Microchip tem como foco ajudar os projetistas a desenvolver soluções nas áreas de energia, “motor control”, para desenvolvimento de soluções aplicadas a eletrodomésticos, energia inteligente (smart grid e smart energy), automotivo entre outros já que seus produtos têm aplicação em praticamente todos os setores da economia.
Uma das áreas que vêm encontrando forte demanda no Brasil são os potenciômetros deslizantes (sliding), soluções destinadas ao chamado “touch control screen”, que podem ser aplicados em produtos tão diversos como em sistemas para abrir e fechar janelas de carros, geladeiras etc. O grande pulo do gato destes componentes é possibilitar a substituição de botões por sistemas touch, o que não só costuma tornar o design mais elegante, como também tendem a baratear os processo de produção, por não exigir processos de corte ou furação.

Uma outro segmento que vem encontrando forte demanda é o relacionado a soluções para smart energy, envolvendo a conversão de energia AC/DC e vice-versa, assim como o controle de potência, visando a redução de consumo energético. Aliás neste segmento a empresa oferece soluções que possibilitam não só medir, como também gerenciar o consumo de energia, com sistema de comunicação wi-fi e também por radiofrequência.

Novidades - Quem foi ao evento em busca de novidades encontrou soluções como o Arduino, uma plataforma open source que elimina as dificuldades para desenvolver produtos utilizando microcontroladores. Permite que mesmo pessoas pouco familiarizadas com microcontroladores desenvolvam projetos.
Uma outra novidade foi o MPLabX, um ambiente de desenvolvimento  multiplataforma gratuito, que permite fazer desenvolvimento, compilação, simulação etc. Com 200 MB o software é destinado a programar microcontroladores de 8 a 32 bits.
Novidade também é o CLC ou Célula Lógica Configurável. Solução similar a um FPGA, trata-se de um sensor de temperatura  dentro do microcontrolador a partir de seis pinos (SOT 23).
Outro inovação é o NCO (Numerical Controled Oscillator), que é relacionado a um PWM de 20 bits. No mercado, os NCO normalmente são de 10 a 12 bits, sendo que os 12 bits são considerados de alta performance.
Junto à Conferência, 21 parceiros da Microchip apresentaram seus produtos e serviços.

A Macsym, por exemplo, apresentou os programadores produzidos pela empresa da Eslováquia Elnec. “Somos distribuidores exclusivos da Elnec no Brasil há 15 anos”, afirma o diretor da empresa brasileira Rubens Kavai.
O executivo explica que os programadores que comercializa são aplicados na programação dos mais diferentes microcontroladores, incluindo os produzidos pela Microchip. A empresa oferece atualmente sete modelos, entre programadores universais e dedicados. “Em média comercializamos cerca de 50 unidades ao mês”.
 LabElectron - Instituição que faz parte da Fundação Certi, de Santa Catarina, o LabElectron apresentou sua capacitação na área de placas de circuitos impressos. Além de contar com um laboratório-fábrica, o LabElectron tem capacidade para desenvolver projetos eletrônicos e fazer upgrades (migração tecnológica).
No evento, a empresa apresentou desenvolvimentos que realizou, caso da placa de um identificador de chamadas, a pedido de para uma empresa de telecomunicações de Goiás. A placa tem capacidade maior de memória para armazenar mais números de telefone e permite interface com PC, via porta USB.
Como upgrade, apresentou uma placa utilizada em equipamento médico. Trata-se de uma solução de detecção de isolação elétrica em sala de cirurgia. “A empresa necessitava aumentar a confiabilidade do equipamento e torná-lo aderente a normas específicas para exportá-lo”, conta Durval Neto, coordenador de desenvolvimento de produto. “Transformamos a placa em SMD e a adequamos à diretiva RoHS. Além disso, padronizamos a interface de comunicação de acordo com a DB9”, complementa.

Hitech
- Um dos mais tradicionais fornecedores de soluções para o setor eletroeletrônico, a Hitech é um distribuidor autorizado da Microchip desde a década de 90.
Conforme Caroline Jabur, presidente da Hitech, a procura por componentes da Microchip é crescente, até porque a empresa desenvolve soluções que acompanham o crescente desenvolvimento tecnológico. O mercado começou com microcontroladores de 8 bits e, conforme a complexidade dos projetos foi aumentando, eles passaram a oferecer produtos de 16 e 32 bits, comenta.
Segundo Caroline, sua empresa cresce na área de componentes a uma taxa anual de 20% em faturamento. Em 2011, o crescimento poderá ficar um pouco abaixo da média, por conta de alguns projetos que não foram colocados em prática, caso do ponto eletrônico (Portaria 1510) e do rastreador veicular.
Para 2012, as expectativas são positivas porque a obrigatoriedade do ponto eletrônico deve passar a vigorar a partir de 1° de janeiro. Também deve crescer a demanda por parte dos fabricantes de medidores de energia e também por componentes para iluminação a LED.

Bevian
- Distribuidor autorizado da Microchip há 13 anos, a Bevian oferece ampla linha de componentes ativos e passivos. Em microcontroladores distribui exclusivamente produtos da Microchip.
De acordo com o engenheiro de Aplicação da Bevian, Ricardo Milano, as vendas de componentes eletrônicos não cresceram como se esperava, mas o resultado foi satisfatório. Em média, a empresa cresce 20% ao ano, mas em 2011 a média será mantida somente considerando os produtos da Microchip.
Para 2012, a expectativa é de crescimento entre 30 e 35%, por conta de projetos que a empresa vem desenvolvendo. Entre os projetos, está um que envolve a substituição de um componente de outra marca pelo da Microchip.
Segundo  Milano, os principais segmentos de mercado para sua empresa são os de segurança (patrimonial, alarmes e outros), que em 2011 deu um pequena freada; e o de appliances, principalmente linha branca. Um outro segmento que vem crescendo é o de automotivo, especialmente o de aftermarket.

Cayenne-K -
Empresas que necessitarem de um projeto e produção em regime de OEM de equipamentos eletrônicos  para a áreas automotiva, industrial, telecomunicações, além de ambiental e agrícola, encontram na Cayenne-K, de Curitiba (PR), uma opção interessante.
A empresa, conforme o diretor Luiz Alberto Melek, está apta a realizar desde o projeto da placa de circuito impresso, programação dos componentes da placa e, também programação embarcada dos componentes. A empresa conta com expertise também em programação de PC para comunicação com o equipamento desenvolvido, além projeto mecânico.
A empresa está capacitada ainda a fazer montagens de pequenos lotes de placas eletrônicas (protótipos, por exemplo) e mesmo pequenos lotes de produtos acabados. “Podemos assumir todo o gerenciamento da produção da placa de circuito impresso”, afirma o executivo.
No mercado de projetos e produção em OEM há dois anos, a Cayenne-K tem em seu portfólio produtos como os da linha FBR850, composta de transmissores e receptores de sinais através de fibras ópticas voltados para automação industrial, onde o nível de ruído elétrico é bastante alto e tecnologias convencionais não podem ser utilizadas. A linha possui modelos com entradas e saídas analógicas de tensão e corrente, entradas e saídas digitais, de contato seco e de comunicação digital como, por exemplo, RS232, USB e RS485/422. Podem ser utilizadas em chão de fábrica, centrais de processamento de dados, subestações, usinas geradoras de energia elétrica e muitas outras aplicações.
Outro produto é o CKT 001, um módulo para interface com pendrive, que se caracteriza por suportar arquivos com nomes longos (LFN ou Long File Names). (Franco Tanio)
             

 
fim
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