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Atividade fabris no México se diversificam e crescem

A atividade manufatureira no México segue crescendo em 2011, tanto com empresas novas como com as já existentes, que expandem suas operações em diversos setores, especialmente a indústria automotiva, que apresentam recordes de produção. A fabricação de partes, peças e componentes para o setor aeroespacial também se destaca.
Em maio, foram produzidos no México 213.000 veículos, o que representa um crescimento de 19,4% em relação ao mesmo mês de 2010. É um recorde de produção, conforme Eduardo Solís, presidente da Asociación Mexicana de la Industria Automotriz (Amia). Além do recorde de produção, as exportações setoriais em maio cresceram 21,3%.  Ainda conforme a Amia, o México produziu um volume recorde 2,261 milhões de veículos em 2010, o que representa um crescimento de 50% em comparação a 2009.
         A produção de veículos naquele país tende a crescer ainda mais, com os novos investimentos que estão sendo anunciados. A Mazda, por exemplo, anunciou recentemente que começará
a construir no último trimestre deste ano uma nova planta em Guanajuato. A entrada em operação desta planta mexicana está prevista para o segundo semestre de 2013. O volume de investimento é da ordem de 500 milhões de pesos e permitirá à  Mazda produzir 50.000 carros ao ano na nova planta.

A planta da Daimler Trucks North America, en Saltillo, iniciou um terceiro turno o que significa a mais 479 trabalhadores na produção e 32 na área administrativa. O terceiro turno foi implementado para atender à demanda para os caminhões Freightliner e Western Star da Daimler Trucks North America.
         Carlos Guzmán, diretor general do ProMéxico, disse recentemente que “dada sua capacidade de manufatura, o México é uma plataforma muito competitiva para várias economias europeias e asiáticas que buscam penetrar ou incrementar sua participação no mercado dos Estados Unidos. O México é um notável centro de manufatura para a indústria automotiva, entre outras”.
         A expansão da atividade manufatureira no México ocorre também no setor aeroespacial. A Hawker Beechcraft, por exemplo, inaugurou duas plantas em Chihuahua em 2011 e prevê a inauguração de mais uma, para realizar montagens e peças estruturais para aviões com turbopropulsores King Air.
         Outro setor que vem crescendo é o siderúrgico. A Posco, com sede na Coreia, deve ampliar a sua planta de Altamira, no estado de Tamaulipas, com investimento de
de 300 milhões de pesos.

Aeroespacial - A indústria aeroespacial também se desenvolve rapidamente no México. O país conta atualmente com 232 indústrias do ramo e juntas empregam 29 mil pessoas, conforme Carlos Bello, diretor executivo da Federação Mexicana das Indústrias Aeroespaciais.
“Nos anos recentes, a produção aeroespacial no México experimenta crescimento da ordem de 20% ao ano, à exceção de 2009, que foi um ano difícil para o setor em todo o mundo. Todavia, em 2010, a indústria começou a se recuperar e caminha para a frente”, afirma Bello.
A indústria aeroespacial no México está espalhada por 16 estados, embora a maior parte esteja concentrada nas regiões da Baja California, Sonora, Chihuahua, Nuevo Leon e Queretaro.
         O executivo explica que a produção setorial do México é atualmente voltada à produção cablagens, chicotes elétricos, fuselagens, trens de pouso, componentes para motores e turbinas e estruturas em materiais compósitos. “Há uma melhora constante no relacionamento entre a academia e a indústria, criando uma força de trabalho capacitada que irá possibilitar ao México aumentar sua participação na cadeia de fornecedores da indústria aeroespacial”, afirma.

         O México possui a segunda maior frota de aeronaves privadas, ficando apenas atrás dos Estados Unidos. É o décimo maior fornecedor setorial para o mercado norte-americano e vem recebendo fortes investimentos nos dois últimos anos.
Estima-se que as exportações mexicanas de partes e peças para o setor aeroespacial vão crescer 12% em 2011, somando US$ 3,5 bilhões. A expecativa é que até 2015, a exportações somem US$ 7,5 bilhões.
O número de empresa que se dedicam à fabricação de produtos destinados à indústria aeroespacial operando no México deve passar de 232 em 2010 para maio de 350 em 2015. Flavio Diaz Miron, chairman da Federação Mexicana das Indústrias Aeroespeciais diz que diversas empresas internacionais já compram e trabalham no mercado mexicano. Entre elas estão a Airbus, Boeing, Embraer e Bombardier.

 

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